iPhone e o “Efeito New Beetle”
25 October, 2008 - nas categorias: desabafo

Hein? iPhone com New Beetle?
Calma, eu explico. Esses dias estava conversando com minha amiga K sobre os celulares mais moderninhos, tipo BlackBerry, iPhone
e, papo vai, papo vem, ela acabou comparando a atual situação do iPhone no Brasil com o New Beetle.
Ainda não entendeu? Vamos lá, desde o começo: o fato é que, ao mesmo tempo que fiquei animado com a vinda do iPhone pro Brasil, fiquei com um pé atrás, porque todo mundo sabe como funcionam essas novidades por aqui (leia-se preços).
No Brasil, o iPhone custa muito, mas muito mais do que lá fora. Mas esse é o menor dos problemas (além de previsível), o que realmente nos incomodou foi a imagem que o celular da Apple ganhou por aqui, o que é totalmente às avessas da proposta original da empresa e do próprio aparelho.
Lá fora, o iPhone é comum, feito para pessoas comuns. Aqui o hype é tão grande que, aliado ao preço injusto, o celular acabou virando coisa de “gente descolada” ou que tem muita grana.
Experimente manusear um iPhone em público aqui no Brasil, as pessoas olham e comentam “olha, ele tem um iPhone! Uau!”. Aposto que isso não acontece no exterior. Por que? Porque o iPhone não foi feito pra ser assim, as pessoas aqui que aproveitaram o hype e distorceram as coisas.
E distorceram mesmo. Público alvo, conceito, preço e até mesmo a funcionalidade. Segundo a K, as operadoras trabalham com limite de dados para o iPhone. Limite de dados? Pra um celular 3G com todas as vantagens que ele possui? É bem coisa de quem quer tirar proveito da onda toda e de tudo isso que comentei até aqui.
Tá, e o New Beetle? Qual a imagem que temos ao ver alguém com um New Beetle em solo nacional? Pra maioria é “que descolado, deve ser rico.”
E lá fora? Nada de mais, normal. Inclusive muitos proprietários são jovens. É apenas mais um produto que teve seu conceito distorcido.
Aqui no Brasil a coisa chegou a ser tão ridícula que fizeram festa de lançamento do iPhone, com presença de vips globais, lista de convidados, pessoas famosas, flashes, glamour, como se fosse um show da Madonna.
Mais uma vez, reforçando a imagem de que o aparelho é pra esse tipo de público e não para pessoas comuns.
Pra finalizar, uma última comparação entre os gringos e os brasileiros na mesma situação: lançamento do iPhone:
Lançamento do iPhone na gringa

Lançamento do iPhone no Brasil

Patético.

